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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Uma amizade com raízes.

Esta é uma história simples e comum. Uma história em que tudo podia dar certo, mas seria fácil demais... assim, houveram problemas, houveram lágrimas e sorrisos e finalmente houve algo. É algo sobre dois amigos. Amigos de verdade e sobre o tempo. Nada além e nada menos que isso.
Como em toda história, começamos falando dos dois personagens. Um deles se chama Flávio e o outro Roberto. Flávio é o rapaz responsável e trabalhador que nunca perde a esperança nas pessoas e sempre procura o que a pessoa tem de melhor dentro dela. Apesar de nem sempre conseguir, ele tenta ser a melhor pessoa que ele pode ser. Ele sempre se viu dependente de Roberto por ser carente de momentos felizes por se abalar muito com as poucas tristezas que viveu. Roberto tem uma visão de vida menos otimista e é mais racional beirando a frieza, porém em alguns momentos vagos dá para ver que há um coração batendo no peito dele. Ele sempre tentou passar a ideia de que não precisava de ninguém, mas todos que o conheceram sabiam que era mentira.
Passou muito tempo e esses dois cresceram juntos. Eles não tinham a mesma idade, mas tinham uma visão sobre o amor muito parecida. Os papos sobre as mulheres duravam horas e horas, eles inventavam teorias e tentavam deduzir tudo que fosse possível sobre esses seres tão pouco compreendidos pelos homens. Assim começou uma amizade sadia. Falando besteira tendo uma visão parecida sobre algo que eles inegavelmente adoravam. Mulheres.
No começo a falta de maturidade de ambos não os fez ser nada além de espectadores e especuladores, mas com o tempo eles aprenderam um truque ou outro. Não só com as mulheres, mas também sobre a vida. Hoje Flávio tem 25 e Roberto tem 27 e eles sabem muita coisa sobre muitas coisas. Será que isso é tudo?
Por muito tempo eles não se viram. Eles brigaram por não suportar certas diferenças e ficaram algum tempo sem se falar. Por alguns momentos passavam brevemente pensamentos na cabeça de cada um sobre o que havia acontecido. Eles se peguntavam qual havia sido o motivo da briga e não havia resposta. Havia saudade dos momentos de teorias infantis e gargalhadas exageradas.
Um dia os dois esbarraram um no outro em um bar que eles costumavam frequentar. Flávio estendeu a mão e disse para Roberto:
- Opa, tudo bem?
Roberto olhou para ele com um uma reação de desentendimento e sem apertar a mão dele disse:
- Da licença, amigo... Quero passar.
Flavio ficou com uma cara de desapontamento, abaixou a mão e deu passagem e Roberto foi embora. Logo depois enquanto Flávio está andando até seu carro e acendendo o cigarro que havia ido comprar no bar, vê Roberto esperando por ele encostado no seu carro. Flávio diz:
- Algum problema... amigo?
Roberto não revida a ironia e diz:
- Por que você teve que fazer aquelas coisas, cara? O que eu fiz pra você? Eramos melhores amigos.
Flávio esboça uma reação de desentendimento e diz:
- Do que você tá falando, Roberto? Eu não fiz nada.
Roberto balança a cabeça olhando para o chão com uma expressão mostrando que não crê no que ouviu e diz:
- Você começou a beber demais, bateu o carro na minha casa e depois disso sumiu e agora diz que não fez nada? Por que você não se desculpa? É o mínimo que você poderia fazer.
Flávio fica cabisbaixo e diz:
- Eu não pude falar ou fazer nada. Eu bebi demais, roubei o carro da minha mãe e bati na casa do meu melhor amigo por estar embriagado demais. Eu só consegui fingir que nada havia acontecido.
Roberto não diz nada. Ele olha para Flávio com uma expressão de raiva, mas ao mesmo tempo ele entendia como o amigo se sentia envergonhado. Então antes de Roberto falar algo, Flávio diz:
- Faz o que você tem que fazer, Roberto... Eu mereço.
Roberto esmurra o rosto de Flávio com muita força. Flávio é jogado contra a porta de seu carro que amassa e cai no chão. No seu rosto logo abaixo do olho direito há um corte e ele está zonzo. Quando ele olha para Roberto, vê que ele está estendendo a mão para ajudá-lo a levantar. Quando Flávio se levanta, Roberto diz:
- A gente se divertiu muito, a gente viveu muita coisa e aprendeu muita coisa. Eu te amo como um irmão. Você fez falta. Vamos conversar e rir... sinto saudade disso.
Flávio sorri e eles entram no bar, sentam em uma mesa enquanto Roberto bebe uma cerveja e Flávio toma um refrigerante e fuma um cigarro.
Uma história comum e que pode ser contada por muita gente que viveu algo parecido. Mas talvez o que essas pessoas não tenham vivido foi viver uma vida com um amigo de verdade. Um que se desculpa da maneira que for e outro que aceita as desculpas da maneira que for.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Justiça psicopata.

Era uma tarde de terça feira e eu chegava em casa novamente exausto. Não conseguia fazer com que aquela dor de cabeça me deixasse em paz e nem que minhas mãos parassem de latejar após o contínuo uso delas naquele teclado horrível do escritório. Tentei tomar dois analgésicos e até soníferos e nenhum deles conseguiu fazer com que eu encontrasse alguma paz.
Me vejo deitado na cama olhando para o teto por cerca de três horas e daqui a duas horas tenho que voltar para o trabalho. Aquele lugar fétido cheio de pessoas falsas e que somente estão ali para sugar toda a capacidade pensante das pessoas em cargos abaixo dos deles e usar para benefício próprio. Aproveitadores malditos que me enojam.
Passaram 2 horas e meu expediente nem está pela metade. Não acredito que eu consegui resistir esse tempo todo com essa dor de cabeça e essas mãos trêmulas apenas com um copo de café e um analgésico. Não sei se as seis horas que me restam vão passar com tanta facilidade como essas ultimas duas. Espero que sim.
Até que a hora do fim do expediente chegue, pretendo ir muitas vezes ao banheiro para poder espairecer já que aquele gordo que eu chamo de chefe fica passando no corredor de quinze em quinze minutos para ficar observando se todos estão trabalhando como os escravos que ele tanto queria ter. Como eu odeio aquele idiota.
Já passam das nove da noite e era para eu ter saído daqui tem três horas, mas novamente a desgraçada da minha supervisora veio com aquele tom de voz de quem está querendo me chantagear e falou que "gostaria" que eu ficasse fazendo hora extra para compensar as faltas da semana no meu setor. Vadia. Deve estar fazendo sexo novamente com aquele cara do quinto andar. Boçal que não sabe que essa vagabunda tem aids. Bom, essa foi a unica vez nesse dia em que eu esbocei um leve sorriso.
Cheguei em casa novamente e lá estava eu... deitado na cama entorpecido de remédios que me fariam dormir, mas me mantém acordado num estado vegetativo e estático. Me sinto morto cada dia que passa enquanto aqueles miseráveis do meu trabalho sugam toda a minha vida e transformam em dinheiro.
Por volta das cinco da manhã eu consigo dormir e seis e meia eu acordo para mais um dia de trabalho. Se é que eu posso chamar aquilo de trabalho. Aquilo é uma chacina intelectual. Se as barbaridades estupidas que eu escuto e vejo todos os dias fossem sangue, acho que eu estaria naquela cena do filme do Kubrick onde vem uma onda de sangue e enche um corredor inteiro. Eu não acredito que ainda não tomei nenhuma atitude. Gostaria de ser alguém diferente nesse ponto.
Quando abro a porta de casa eu esbarro com o carteiro e ele me entrega a encomenda que eu estou esperando cerca de três meses. Volto para dentro de casa eufórico e abro a caixa como uma criança abre seu presente de natal na manhã do dia vinte e cinco. Ela é linda. Preta, com um cartucho cheio. Pesa cerca de quatrocentos grama e é perfeita.
Minhas mãos começam a tremer mais ainda, vejo meu coração batendo pela minha camisa e minha respiração está pesada demais. Tomo todas as pílulas que encontro e caio na cama sem saber o que eu fiz.
Acordo duas horas depois com o telefone tocando. É o gordo me ligando perguntando onde eu estou. Nesse momento eu já não sou eu mesmo. Eu não respondo nada, apenas desligo meu telefone, visto uma gravata e boto a minha arma na cintura.
Ao chegar no escritório me tranco com o meu chefe na sala dele e o torturo até ele morrer de hemorragia, logo depois vou até a sala da minha supervisora e faço ela ir para a sala do boçal do quinto andar e mostrar pra ele um exame de sangue dela que diz que ela é soro positivo e logo depois disso dou um tiro na cabeça dela.
E essa é a minha história. Eu não quero saber o que o juri vai achar, meritíssimo. Eu estou cagando para esses idiotas desocupados que estão aqui ouvindo essa ladainha para ganhar dez reais. Eu estou em paz, eu consigo dormir todas as noites e acordar com um sorriso no rosto. Eles me mataram por oito anos. Eu só os matei um dia. Acho justo.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Um casal por acaso - Parte 1

Era uma tarde qualquer na cidade onde Julia morava. Ela estava seguindo em direção à sua casa vindo da casa de uma amiga. Geralmente ela vinha pela rua principal, mas hoje ela veio por uma rua secundária para não ter que pegar uma ladeira, pois hoje ela estava de skate.
Ela não tinha se dado conta de que o caminho era razoavelmente mais longo e acabou por ficar com sede e um tanto cansada. Sabia que ainda faltavam dois quarteirões quando calculou onde devia estar e preferiu fazer uma pausa para recuperar o seu fôlego.
Na esquina do quarteirão ela viu um café e decidiu ir até lá para tomar um refrigerante e descansar por alguns minutos. Ao chegar no café, ela viu que o único lugar vago era a última mesa do lado da janela. Ela percorreu o café todo e no trajeto bateu com o skate em uma das mesas sem querer e pediu desculpas sem nem olhar para a pessoa, pois ela ficou sem jeito. Chegou até a mesa, sentou-se e fez o pedido.
Quando a garçonete trouxe o seu refrigerante ela olhou para a mesa em que seu skate havia batido e viu que era um rapaz sentado nela. Moreno, mais ou menos 25 anos, cabelos ondulados, costeletas, magro, com tatuagem no braço esquerdo e metade do peitoral e usando uma camisa regata. Ele lia um livro de astronomia e em cima da mesa havia um chapéu coco e ao lado dele uma mochila.
Logo Julia tratou de pegar seu celular para ver se alguma de suas amigas estava online para contar essa fofoca. Acessou a internet e foi falar com Anna e contar a novidade. A conversa seguiu mais ou menos assim:

Julia diz: Aninha! Você não vai acreditar no que aconteceu!

Anna diz: O que foi, amiga?

Julia diz: Eu peguei aquele caminho mais longo para casa e fiquei cansada por causa do skate e resolvi parar para tomar um refrigerante e quando eu estava vindo até a mesa onde estou eu bati o skate na mesa de um cara lindo.

Anna diz: Nossa! E ele ficou irritado?

Julia diz: Não. Nem notou a minha existência. Além disso eu estou toda descabelada, quase sem maquiagem porque eu suei andando de skate e usando uma roupa péssima!

Anna diz: Quanto à roupa eu tenho que concordar com você. Tênis de skate, blusa larga e meia até a canela é muito coisa de menino.

Julia diz: Poxa, Anninha. Brigadão pelo conforto nessa hora de crise.

Anna diz: Hahahaha. Desculpa, amiga, mas é verdade. Mas olha só... talvez ele tenha mais coisa na cabeça do que parece. Ele pode estar pensando em outras coisas e nem ter notado ninguém mesmo.

Julia diz: É verdade... Ele parece estar lendo um livro de astronomia também. Tinham planetas na capa.

Quando Julia acaba de mandar essa mensagem dividindo olhares entre seu celular e o rapaz, ela vê que ele guarda o livro na mochila, levanta-se, põe o chapéu, põe dois fones, um em cada ouvido, e vai embora. Ele passa por ela do outro lado da janela e ela olha para ele discretamente e cobre o rosto fingindo arrumar o cabelo para que ele não reparasse que ela estava olhando para ele.
Depois desse dia ela faz esse trajeto mais longo e para no café para descansar sempre que volta da casa de Anna. Ela espera encontrar com ele alguma outra vez.

domingo, 5 de junho de 2011

Questão de vetores?

"Você é tudo que eu quero."
É só uma simples frase.
Depois de tudo que passamos o que você tem...
É não ter nada pra dizer.
Não acredito nisso.
E tudo que era de um jeito você transformou em outra coisa.
Nada mais vale agora.
O fim que eu nunca consegui ver...
Se baseia numa frase.
"Tudo que você não percebeu."

Foi assim quando eu disse que você era tudo pra mim. Eu disse de baixo pra cima. Você leu de cima pra baixo. Depois disso eu comecei a escrever coisas do jeito que você lê. Comecei com "sinto a sua falta". Pena que era tarde.

domingo, 29 de maio de 2011

O que você faz sem saber quando triste?

Um fim de tarde depois de um dia estressante Sandra vai até uma cafeteria que é na esquina da Terceira com a Sétima. Tinha sido um dia onde ela teve que despedir três pessoas que estavam com um rendimento muito abaixo dos padrões da empresa. Ela tentou argumentar com o chefe, mas não houve nada que ela pudesse fazer. Eles tinham que ser cortados.
Ela pega o seu capuchino e senta na sua mesa. Ela fica encarando a xícara por meia hora até dar o primeiro gole. Sente o café morno tocar seus lábios e descer sem levar as preocupações com ele. Ela levanta e tira uma nota de dois e uma moeda de um da bolsa e deixa sobre a mesa ao lado do café praticamente intacto.
Ela sai do bar e começa a andar para o seu apartamento que é a três quadras dali. Ela passa por um bar e depois de dar quatro passos ao passar da porta ela para, olha para a porta sem se virar e segue até a porta. Vai até o balcão e pede um copo de whisky com gelo. Senta-se em uma mesa e dá um gole. Dessa vez ela, que não costuma beber, se fixa mais em se manter sem sentir tonteira do que nos problemas que ela tinha há pouco.
Após terminar o terceiro copo ela deixa na mesa uma nota de dez, outra de cinco e uma moeda de um. Vai seguindo até o seu apartamento que é no fim do bloco. Carrega os sapatos em uma mão e a bolsa em outra. Quase cai ao tropeçar na escada, chega até a sua porta e chega finalmente em casa.
Depois de dois meses ela acaba se deparando com o mesmo dilema. Ela ter que despedir pessoas ou confrontar o chefe até conseguir que ele reconsidere. Novamente a submissão pesa mais sobre seus ombros e dessa vez quatro pessoas são despedidas pelos mesmos motivos que os anteriores.
Fim de expediente e ela segue a mesma trajetória que da ultima vez até seu apartamento. O engraçado é que ela nunca percebe que ela nessas duas vezes e tantas outras vezes em que ela se sentiu de alguma maneira triste e foi se distrair tomando um café ou fazendo qualquer outra coisa, ela pagou usando notas e deixando apenas uma moeda de um.

E se ela tivesse reparado? E se alguém perguntasse o motivo dela fazer isso? Será que não bastaria para que ela esquecesse dos problemas até o dia seguinte?

Eu também não sei.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Mais um filme, mais um texto.

Eu me peguei hoje pensando em um filme que eu via tem alguns dias. Foi um filme que eu vi quando passou no cinema, mas nunca tinha parado pra ver de verdade. No cinema eu estava acompanhado de amigos e não consegui me fixar ao filme devido a comentários e brincadeiras baseadas na imaturidade da época.

Não é costume meu assistir filmes de drama e muito menos um filme onde o ator principal é conhecido por fazer filmes de comédia. Porém, esse dia eu me arrisquei e novamente me arrisquei há alguns dias atrás.

O filme conta a história de um homem que causa um acidente e se sente culpado por matar sete pessoas. E o filme retrata a história dele buscando boas pessoas para receber os órgãos dele e as propriedades no momento em que ele morrer. É um filme pesado e que em vários momentos o diretor tenta fazer o espectador se emocionar.

O que me fez pensar é o fato do principal achar que o meio de se redimir é se matar e doar tudo o que tem para quem merece e quem possibilita essa doação é seu melhor amigo. O amigo em momento nenhum parece concordar com essa idéia, mas ele havia prometido e ia cumprir apesar de qualquer coisa.

Será que se eu acabasse na situação do personagem principal eu ia fazer isso que ele fez? Ao me perguntar isso eu não soube responder. Não sei se eu carregando tamanha culpa conseguiria me imaginar vivendo de qualquer maneira mesmo que tendo partes de mim sendo "carregada" por outra pessoa. Eu não sei se nem isso eu ia conseguir achar que eu mereço.

E tem o melhor amigo que cumpre a promessa de dar esses "presentes" pra cada uma das pessoas selecionadas. Não creio que eu tenha um amigo que consiga cumprir tal promessa porque nenhum amigo meu ia conseguir fazer parte de um plano suicida. E se conseguisse, creio que ele ia chorar por muitas noites até conseguir lidar com isso. Por fim seria injusto pedir tal coisa a qualquer amigo.

Por fim eu penso... Será que é preciso uma morte motivar uma pessoa a valorizar a vida? É tão necessária que haja uma força contrária na vida de alguém para que surja uma visão de valor? Eu não sei responder nenhuma dessas perguntas. E isso me dá medo.

domingo, 1 de maio de 2011

Contradição que perdemos com a idade.

Durante um certo tempo eu fiquei sem escrever alguma coisa. Eu queria saber se alguma idéia iria se manter intacta diante de algum tempo e calhou de acontecer. Eu até hoje procuro uma resposta pra uma pergunta simples, uma resposta que eu talvez tenha conseguido, mas que nunca teve aparência de resposta.

A pergunta que eu venho feito para mim mesmo é simples. É aquela velha história de insultos e egoísmo andando juntos. Você deve conhecer... é aquela situação onde o seu/a sua amigo/a está chateado com alguma coisa e fala mal de tal coisa. Fala tudo o que tem que falar sem nenhuma pena e compartilha a dor com você e você escuta e dá o apoio que ela precisa. Até aí é só a parte dos insultos. Nenhum problema até aí. Começa a ser um problema quando você concorda insultando aquilo que acabou de ser insultado.

Não ficou claro, certo? Vou exemplificar: Meu amigo chega para mim e conta que a sua prancha de surf quebrou e que era um lixo, que só quebrava galho e que odiava aquele pedaço de isopor. Você sendo amigo concorda dizendo algo do tipo: "realmente, aquela porcaria não vai fazer falta." e o problema começa porque você insultou o que ele acabara de insultar, mas não pode. Só esse meu amigo que pode insultar porque ele que era o dono da prancha. Tem nexo nisso? Eu não vejo.

Tudo bem que esse tipo de coisa geralmente está atribuído a um objeto ou a uma pessoa que tem um nível de importância para quem está insultando, mas já que é importante assim, por que a pessoa insulta e só ela pode insultar? Pessoas me disseram que é raiva do momento, mas se você diz algo que é verdade está tudo bem e se alguém concorda com você e continua dizendo a verdade não está mais? Que coisa idiota isso. Ou você gosta ou não gosta, ou fala bem ou mal. Meio termo existe, mas gostar e falar mal é ilógico. Se você tem raiva, resolva. Insultos vagos agarrados em um egoísmo ilógico faz você parecer um/a idiota. Ou você gosta de parecer ter 12 anos?